PARTE II:
A saída de Sibolga rumo Asu foi uma
novela. A galera chegou em Sibolga dia 14 e só
conseguimos partir dia 18. O swell que estava a caminho
prometia ser um dos maiores dos últimos anos.
Com a demora perdemos Lagundi Bay gigante, porém
quando chegamos lá dia 19, ainda bombava 8 pés.
A galera caiu fissurada e a carioca Maya
Gabeira logo mostrou sua categoria dropando as maiores
da série. O grupo ficou chocado com a perfeição
das ondas e surfamos até a escuridão.
Formado na maioria por cariocas, os passageiros do Baya
Nohi eram Marcio Trindade, Michel Pinto, Rodrigo Smith,
Maya Gabeira, Patricia Cabrini (SC), Alexandre Macabu,
Marcio Ciomar, Claudio Hennek e o notável Dr.
Claudio Maas, o único integrante paulista, local
do Guarujá.
Ansiosos pra chegar em Asu, partimos no
meio da madrugada seguinte. Chegamos em Asu ao amanhecer,
o mar estava clássico, mas a galera estava com
receio da nova bancada. Após o almoço
fui buscar em Sirombu os catarinenses Terence e Ricardo
(Juiz). O final de tarde foi épico e o mar estava
subindo.
Acordamos cedo, com aquela dor de barriga
dizendo: hoje o bicho pega. O mar estava gigante 10,
12 pés plus, apenas o Juiz caiu no mar, foi varrido,
nasceu de novo e acredito que pegou uma onda. Resolvi
de deveríamos voltar a Lagundi pois o mar ia
subir ainda mais.
Tocamos pra Lagundi, pegamos clássico
4, 6, 8 pés por 3 dias e aproveitei pra consertar
o barco em Telukdalam.
O mar diminuira um pouco e estávamos
preocupados se tinhamos perdido ondas clássicas
em Asu. Na semana seguinte as ondas bombaram todos os
dias com vento terral em Asu, 6 a 8 pés perfeitos,
era impressionante a quantidade de onda com qualidade,
e ficamos exaustos.
O grande destaque foi o shaper carioca Claudio
Hennek, mostrando muita categoria nos tubos e rasgadas.
As meninas também mostraram muita disposição,
encarando as rainhas da série. Foram 2 semanas
seguidas de altas ondas, e o início do reconhecimento
da onda em Bawa.
(Continua...)
Enrique Pena