MATÉRIAS
Bandeira Hawaii
Bandeira Bali


  Apesar de atrasada, essa materia é sobre o que rolou durante a visita do time da Da Hui Hawaii ao time da Da Hui Bali em 2005. Com a temporada 2006 já iniciando está cada vez mais perto a próxima visita. Fiquem de olho...

Rodrigo "Digone"



Guerreiros do Oceano
(por Matthew Ellks, diretor da Da Hui Bali)


  Os surfistas da Da Hui tem sempre mantido-se fiéis as suas raízes. Agressão crua alimenta a sua irmandade dentro e fora d’água. A sua atitude é oriunda dos seus descendentes que eram guerreiros havaianos cheios de orgulho cultural. Eles criaram a cultura do surf por possuírem um estilo de vida ideal que lhes dava tempo para criar divertidos costumes que valiam a pena serem praticados. Por estarem cercados pelo oceano eles ficaram familiarizados com esportes aquáticos. Era somente uma questão de tempo até que eles dominassem a força das ondas e começassem a surfar.

  Os indivíduos da tribo da Da Hui são cheios desse espírito cultural do surf. É por isso que o Hawaii ainda é considerado a “mecca do surf”. Mas nos dias de hoje pergunte a qualquer garoto havaiano e eles dirão que classificam as ondas da Indonésia do memso nível se não melhores que as deles.

  Essa foi a razão principal pela qual um grupo de membros da equipe Da Hui desembarcou em Bali na metade de maio passado (2005) prontos para fazer a cabeça com as “ombak” de alta qualidade.

  Logo após o desembarque no aeroporto internacional de Denpasar a irmandade da Da Dui se deu conta do grande número de irmãos balineses que estavam por lá para lhes dar as boas vindas. No mundo das corporações a Da Hui também cresceu como um guerreiro competitivo. Do North Shore de Oahu Eddie Rothman vem construindo vagarosamente uma linha de roupas que agora é distribuída na maioria dos países do mundo. Através de um árduo trabalho de uma equipe dedicada a Da Hui tem promovido sua vibração hardcore enquanto apóia ao mesmo tempo a conscientização ambiental para nossos oceanos.

  A Da Hui de Bali estava visivelmente excitada com a visita dos seus irmãos do Hawaii. Enquanto abraços e sorrisos foram trocados, ficou evidentemente claro que o elo entre as culturas das ilhas estava sendo cada vez mais verdadeiramente conectado.

  Os garotos havaianos foram escoltados até a “Poppies 1” onde eles ficam todos os anos. O cinegrafista pessoal da Da Hui, Freddy, tinha reservado quartos para eles ao redor da piscina para garantir momentos de conforto quando não estivessem procurando por ondas. Ele já estava em Bali por um bom tempo com seus compatriotas Akila Aipa e Rory os quais todos faziam parte do mesmo seleto grupo do comando de Pipeline, o “Pipeline Posse”. Os recém chegados incluíam Makua Rothman, Marcus Hickman, Ricco, Jesse e Jake.

  O pai do Makua e diretor global da Da Hui chegou dois dias depois em um vôo noturno. Ele foi recebido pelo seu amigo de longa data e licenciado em Bali, Made Kasim. Os dois não se viam há mais de quatro anos então tinham um pouco de conversa para ser colocada em dia. Kasim tinha originalmente sido guia de Eddie nos primórdios do surfe em Bali e eles se tornaram grandes amigos.

  Eddie estava solidário ao sofrimento do povo local após a bomba e ficou feliz em escutar que as coisas agora estavam realmente melhorando. Ambos conversaram sobre velhos tempos e Eddie ficou amarradão em saber que o swell estava crescendo.

  Na manhã seguinte o mar estava bombando e tinha altas. Kasim ligou para Eddie e para a galera de sua casa no Bukit e disse para eles passarem parafina em suas guns. Da sua janela ele podia ver as linhas no horizonte. A lenda local, Ganti foi buscar Eddie e Freddy tinha alugado uma Kijang para transportar seus companheiros onde quer que eles precisassem ir para achar bons tubos. Depois de atirar freneticamente as pranchas e o equipamento de Freddy dentro do carro, eles aceleraram para Padang-padang antecipando os tubos que os esperavam. Ao chegar no estacionamento de Padang era evidente que o mar estava bombando. Uma galera barulhenta de fotógrafos e surfistas estavam descendo pela estreita caverna de entrada que leva a isolada praia de Padang-padang. Padang estava clássico e naquele momento não havia lugar melhor para se estar em toda a ilha. O swell de 6 a 8 pés estava com muito power e a galera comparou ao bowl de Ala Moana no Hawaii com esteróides. O amigo deles Jamie O’Brien soube que estava lidando com uma força poderosa depois de partir duas pranchas seguidas. Pelo menos quinze pranchas foram partidas nesse dia enquanto a galera empurrava uns aos outros mais e mais para dentro do pico. Kieren Pierrow, Ganti, Gobleg, Awan, Makua, Markus e Jeremy Byles estavam todos se atirando naquela manhã. Fotógrafos e cinegrafistas faziam fila nos penhascos e no canal capturando todos os valiosos momentos possíveis. A energia na praia estava viva com surfistas, locais e wanitas todos conversando adrenalizados pela vibração na água.

  Mais tarde naquele dia Eddie remou lá pra fora e pegou seu lugar na arrebentação. Ele controlou o progresso da equipe como um dedicado chefe de equipe faria. A diferença é que Eddie não estava fazendo pelo dinheiro. Ele somente dirigia esses jovens garotos havaianos porque ele realmente se importava. Ele estava feliz em dar a eles a oportunidade de sair do Hawaii e viajar pelo mundo. Quando um cara rabeou o Ricco ele apontou o cara na crowd para que o Ricco desse o troco e um pouco mais. Chame de agressividade mas no outro lado da moeda a Da Hui está sempre cuidando dos seus próprios irmãos. Mais tarde naquela sessão o Boss botou pra dentro num tubo pesado e saiu como ele já havia feito tantas vezes em Pipeline antes. Kasim apenas chegou a tempo de testemunhar Eddie saindo do tubo em Padang. Kasim estava praticando para seu sacerdócio no templo toda a manhã e estava com muita vontade de cair na água e se juntar aos seus amigos da Da Hui. Para fora do templo e para dentro do tubo era a única maneira que você poderia descrever a primeira onda do Kasim. Ele não surfava Padang há vários anos mas depois da primeira onda todos sabiam que ele estava de volta. Jovens e velhos Hui igualmente se atiraram naquele dia em Padang e quando a galera chegou ao hotel naquela tarde todos tinham sua própria estória pra contar e possuíam um sorriso estampado na cara de orelha a orelha.

  Durante os dias seguintes o swell baixou e os garotos havaianos encontraram ondas divertidas em Canggu.

  Acompanhados pelo jovem membro da equipe Aloha e Da Hui, Muklis e seus amigos de Medewi, todos compartilharam ondas e empurraram os limites uns aos outros.

  Mais uma vez Eddie remou pra fora e colocou seu backside à prova mantendo os jovens surfistas direcionados. A sua entrada em mais um dia de gala estava definitivamente ajudando ele a mandar boas manobras no lip. Um haole falou mal do Makua pelas costas e foi mandado pra fora d’água pelo Eddie e pela galera. O cara foi extremamente sortudo de sair apenas com um aviso. Enquanto a galera da Da Hui quebrava as ondas eles continuava gritando “faz alguma coisa” uns aos outros. Por mais casca grossa que eles pareçam algumas vezes, existia um lado alegre cheio de piadas e gargalhadas não muito distante. Pegar no pé um do outro era uma grande parte da sua irmandade.

  O vencedor da tríplice coroa havaiana Myles Padaca chegou e a galera passou a focar seu surf no outro lado da ilha. Eles foram para Keramas com tudo e enquanto a maré cheia era na parte da manhã eles chegavam lá todos os dias logo após a primeira luz do dia. Ganti, Sachan e o gigante local Sabar surfavam cada sessão com eles. Eles também encontraram com outro garoto havaiano Hui, Mikala Jones. Mikala está morando na Indonésia por algum tempo já e surfa Keramas seguido. Toda a galera passou uns dias juntos pegando uns tubos de responsa e unanimemente decidiram que Keramas é um dos melhores picos na Indonésia. “Mini Backdoor” foi o consenso.

  Não demorou muito até que Eddie e Jesse tivessem que partir e chegar em casa para atender aos negócios. Os garotos não estavam indo a lugar nenhum. Eles tinham mais uma semana na manga e queriam aproveitar ao máximo. Kasim queria se certificar que os havaianos experimentassem um pouco mais do que somente Bali tem para oferecer. Ele se prontificou em organizar uma trip pra G-land através de seu grande amigo Bobby. Um pouco de vida na selva era uma boa maneira para os garotos finalizarem suas férias. Kalani Chapman havia chegado com Milo e juntamente embarcou na lancha rápida cedo da manhã com o resto da “Pipeline Posse”.

  Os locais Hui Gobleg e Awan também acompanharam seus visitantes na sua jornada para o paraíso javanês do surfe.

  Freddy e o fotógrafo John Hepler ficaram registrando tudo do barco. Estava somente 4 a 5 pés mas com força suficiente para Myles partir sua Brewer favorita. Gobleg tirou um pedaço de sua canela depois de bater com sua borda. Uma borda quebrada e um talho na perna não o impediram de pegar bons tubos. Não estava épico mas estava um G-land divertido. Bom o suficiente pra galera entubar e para o Kalani botar pra dentro e sair de um tubo de 8 segundos no “Moneytrees”. Nos dois dias seguintes o mar baixou e os garotos voltaram para Bali contra o vento e as correntes na lancha rápida. Por ter um fundo plano, a lancha sentia todas as marolinhas do caminho. Quando os garotos desceram em Serangan eles pensavam que tinham acabado de sair de alguns rounds com o Mike Tyson.

  Naquela tarde Makua, Markus e Myles arrumaram suas coisas prontos para a longa jornada através de Tokyo de volta para casa. Tinha sido uma viagem alucinante. Markus resumiu a sua estada por todos eles quando ele disse: “As viagens são tão boas quanto as pessoas com as quais você compartilha elas e nessa viagem a gente esteve cercado de uma galera alucinante a nossa volta!” Enquanto eles se despediam, a galera Hui de Bali sabia que era apenas uma questão de tempo até que seus amigos havaianos voltassem. As sessões de surfe e os bons momentos que eles passaram juntos fez eles todos sentirem orgulho de fazer parte da mesma tribo. Yo, Let’s Go!!



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