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Macaronis 2008, Paradise Island

Depois de nossa trip para G-Land chegamos em Bali com o tempo contado antes de nossa próxima expedição da Bali Surf Connection, desta vez com destino as Mentawais.

Ainda tivemos tempo de passar alguns dias em Uluwatu onde mais um membro se incorporou a barca no último minuto, o californiano Robert Ingham de Carlsbad era agora o terceiro integrante da expedição.

Fomos dormir cedo no dia 21 e as 6 da manhã do dia 22 Rosaldo estava no meu bungalow em Uluwatu com o carro carregado para irmos para o aeroporto. Seguimos viagem para Jakarta e posteriormente para Padang (Sumatra) onde fomos recepcionados pelo australiando da Tasmânia Kent, um dos sócios do Macaronis Resort juntamente com um funcionário do resort. Eles nos transferiram para o hotel Bumiminang onde esperamos algumas horas antes de embarcar no ferry Ambu ambu para Sikakap de onde tomaríamos um “long boat”, barco estilo canoa comprida com motor, que nos levaria por mais uma hora ao barco Laut Índia, de propriedade do Macaronis Resort. Depois de pouco mais de 24 horas entre viagens e escalas, estávamos finalmente instalados a bordo do Laut Índia rumando ao nosso primeiro pico a ser surfado nas Mentawais, Thunders.

Devido ao fato de o swell ainda estar bem pequeno na região, meus amigos Australianos Mark e Kent proprietários do Macarionis Resort resolveram nos colocar a bordo do Laut India primeiro, para assim surfarmos em Thunders onde a ondulação é sempre um pouco maior e deixar para nos instalar no Resort e surfar Maccas e os picos da vizinhança quando o swell entrasse dois dias depois. Realmente ter a opção de ficar a bordo de um barco mesmo estando hospedado no Resort é uma carta na manga que fez a diferença...sem falar que o Laut India é um barco realmente grande, maior que a grande maioria dos barcos que opera nas Mentawais, tem uma velocidade de navegação relativamente rápida e é muitio espaçoso e confortável. A bordo do Laut Índia já estavam dois hóspedes do Resort e todos ficamos alojados em cabines separadas com AC.

Ficamos em Thunders apenas um dia e surfamos ondas de 2 a 3 pés um pouco inconsistentes. Em determinado momento haviam 7 barcos ancorados de frente para a onda. No dia seguinte surfamos pela manhã e assim como muitos outros barcos levantamos âncora logo depois do almoço...
Depois de quase 3 horas de viagem estávamos chegando a Macaronis onde permanecemos até o final da viagem.
Surfamos quase diariamente ondas perfeitas entre 2 a 3 pés com algumas séries maiores esporadicamente...a condição esteve perfeita na maior parte do tempo com a maior parte dos dias glassy sem nada de vento ou com uma leve brisa de terral até o meio dia...

No dia 26/5 surfamos o melhor dia da trip...ondas de 3 a 4 pés nos presentearam tubos e muitas seções de manobras desde o amanhecer até o anoitecer sem trégua...chegava a ser estranho observar condições tão perfeitas durante o dia todo e as vezes era engraçado parar e refletir sobre certos comentários feitos ao longo do dia...
“O mar tá muito crowd” (tinha 15 pessoas na água, geralmente não passava de 10 mas chegou um terceiro barco...)
“Agora entrou o vento...” (depois de toda a manhã com uma leve brisa de terral intercalada por vários momentos de um glassy espelhado sem nada de vento, as 13 hs entrou uma brisa lateral diminuindo os tubos; agora as ondas só proporcionavam tubinhos apertados e manobras no lip, umas dez por onda...)
“Mais tarde vai melhorar de novo” (tipo vai ficar outra vez nota 9 ou 10 ao invés de um simples 7)
Esta foi a realidade vivida durante nossa estada, chegava a ser como em um sonho surfar estas ondas absurdamente perfeitas o dia inteiro e acabar o dia surfando de frente para uma ilha paradisíaca com mais um pór-do-sol avermelhado no céu por trás dos coqueiros para ir mais uma vez jantar como reis e finalmente de volta no conforto de nossos bungalows com AC, jacuzzi e tv a cabo checar a internet com a comodidade do sistema wi-fi para no dia seguinte fazer tudo outra vez...

Em um dos dias em que o swell tinha baixado consideravelmente, Eu, Rosaldo e o Rob fomos conhecer o vilarejo local, situado a cerca de 20 minutos de barco por dentro de um labirinto de árvores e manguezais, habitados por crocodilos de água salgada entre outras criaturas naturais da região...

Nesta visita tivemos a chance de testemunhar como vive o povo local e conhecemos o dono das terras onde está hoje localizado o Macaronis Resort. Foi impressionante o contraste de ver, no local onde vive uma população tão atrasada, perdida no tempo e no espaço, equipamentos de última geração de medição de terremotos e tsunamis colocados no topo da montanha pelo governo americano, conectados via satélite para transmitir sinais em caso de qualquer tipo de fenômeno da natureza desta espécie.

Infelizmente para mim, agora a aventura já acabou.
A internet mostra novamente um swell de média intensidade apontando no horizonte para Terça e Quarta-feira da semana que vem e o Rosaldo e o Robbie já extenderam as suas estadas. Eu, infelizmente, tenho compromissos inadiáveis em Bali e o dever me chama. Muitos clientes da Bali Surf Connection estão marcados para chegar a Bali esta semana, além da minha namorada e família. Fica a torcida forte para que Rosaldo e Robbie fechem com chave de ouro a trip e peguem mais ondas do que já pegamos juntos. Agora, na companhia do grande amigo do Rosaldo, o surfista carioca Pedro Muller, que dispensa apresentações e apareceu nas Mentawais em um barco e deve pegar também esse swell médio que promete.

Desejo muita sorte a todos, e que Netuno lhes traga bons tubos nesta semana que segue. Vou acompanhar tudo de Bali, e, quem sabe, eu não dê uma fugidinha de um ou dois dias pra Desert Point.
Ninguém é de ferro...

Fica registrado um agradecimento especial ao Mark e ao Kent do Macaronis Resort, também ao Sony e a todos os demais funcionários do Macaronis resort que nos ajudaram de uma maneira ou de outra a realizar mais este sonho.


Life is good, at Macaronis Resort is a DREAM COME TRUE!!

Diário de bordo da trip...

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